Mochila Social
Um olhar sobre desenvolvimento social e pobreza no leste da África​


Durante mais de quatro meses, o jornalista Alex Fisberg viajou pelo leste africano - por países como Egito*, Etiópia, Quênia, Uganda, Ruanda, e Tanzânia - em busca de experiências relevantes na área de desenvolvimento social e entendimento da pobreza. A proposta era visitar diferentes iniciativas sociais (públicas, privadas, não governamentais e de ajuda humanitária internacional) como forma de ampliar a discussão sobre as diferentes expressões da pobreza e novas opções para sua erradicação nos próximos anos.

O projeto, nomeado Mochila Social, pretendia atrair também outros jovens interessados em explorar o mundo – e seus próprios arredores – com um olhar voltado ao que podemos fazer e contribuir para a melhoria das condições de vida das pessoas.  Por meio de um site e um blog, gerenciado pelo próprio jornalista durante a viagem, experiências e vivências foram sendo compartilhadas, atraindo um grande número de pessoas para junto da viagem. Estes relatos amadureceram, foram complementados e viraram um livro: Mochila Social – Um olhar sobre desenvolvimento social e Pobreza no leste da África.
Das lágrimas escorridas pela injustiça social na Etiópia, passando pelo contraste entre o discurso de empreendedorismo social e às favelas esquecidas de Nairobi no Quênia, o livro reflete também sobre o maior campo de refugiados do mundo na fronteira com a Somália, as relações pós genocídio em Ruanda, o desenvolvimento de iniciativas de qualificação das condições de vida de moradores de favelas de Uganda, Quênia e Tanzânia entre outros assuntos de relevância social cuja conexão África-Brasil pode despertar.
Jovem, observador e reflexivo, o livro pretende organizar através de uma experiência individual, a possibilidade de construção de uma sociedade mais consciente de seu entorno, mas responsável por suas ações.  O livro é uma oportunidade de conhecer diferentes realidades e faces da pobreza, além de desmistificar o continente africano. Questões e reflexões sobre as condições reais de vida e moradia servem para atrair a atenção para que ações sejam tomadas na realização do potencial de desenvolvimento que já somos capazes de promover, em qualquer lugar.

O LIVRO

Apoio:

Mochila Social - livro sobre empreendedorismo social de Alex Fisberg 

Dadaab

Dadaab é o maior campo de refugiados do mundo, atingindo mais de 450.000 pessoas no segundo semestre de 2011. Com os avanços do grupo Al Shabaab na Somália, mais de 140.000 somalis fugiram do país, se refugiando do outro lado da fronteira queniana ou etíope. Com a superpopulação do complexo de Dadaab (construído nos anos 80 para abrir o máximo de 90.000 pessoas), milhares de refugiados começaram a ocupar as regiões do entorno de Dadaab, causando uma crise humanitária ainda maior.